Frédéric Bastiat e o projeto de ditador que existe em cada político e, as vezes, até em nós

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Fonte: Wikimedia

A Lei é um ensaio publicado por Bastiat em 1850, ano de sua morte, em que que ele disserta sobre as duas faces da lei:

A lei como um instrumento de garantia da justiça, ou melhor, de combate a injustiça;

E a lei como um instrumento de espoliação legal.

Além disso, Bastiat discute sobre a natureza dos espol.. dos legisladores ou de qualquer individuo que projete-se a ser um.

Em um desses momentos, o autor afirma que,  (palavras minhas) em meio a sua incapacidade de estabelecer fronteiras entre indivíduos, ou melhor, entre personalidades diferentes, o legislador ou, como eu prefiro chamar, projeto de ditador, divide a espécie humana em dois grupos: Ele, o iluminado, o único que possui as virtudes e qualidades para governar, e os Restantes (leia-se nós).

E mais: Passam a supor os legisladores sobre os restantes, nas palavras de Bastiat:

[…] começam por supor que as pessoas não trazem em si nenhuma motivação para agir, nenhum meio de discernimento. Pensam que as pessoas são desprovidas de espírito de iniciativa, que são matéria inerte, moléculas passivas, átomos sem espontaneidade, em suma, vegetais indiferentes à sua própria forma de existência. Pensam que as pessoas são suscetíveis de adotar, por influência da vontade e das mãos de outrem, uma quantidade infinita de formas mais ou menos simétricas, artísticas e acabadas […] Não exita (o legislador) em imaginar que ele próprio é esta vontade e esta mão, esta força motivadora universal, este poder criativo cuja sublime missão é reunir em sociedade esses materiais dispersos que são os homens.

Impactante, né?

Matemos o projeto de ditador que existe em cada um de nós!

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A Lógica do Cisne Negro – O impacto do altamente improvável

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Imagem: Pinterest

Esses nomes que não fazem nenhum sentido atiçam muito a nossa curiosidade, né?

Pra quem não conhece o termo “cisne negro”, o livro pode ser sobre qualquer coisa:

  • Pode ser um livro que detalha e analisa as complexas decisões que os cisnes negros, esses animais extremamente lógicos, tomam todo dia.
  • Pode ser um livro sobre lógica. Sabe a lógica aristotélica e esses negócios todos? Tipo isso, só que a lógica da vez, agora, é a do cisne negro.

Ok, acho que eu forcei a barra aqui. Não é sempre que nossas piadas dão certo, não é mesmo?

Falando sério: Cisnes negros são eventos de alto impacto, e que estão acontecendo o tempo todo, que nós não podemos prever. E depois que esses eventos acontecem, os tratamos como coisas previsíveis, pois construímos explicações pra eles, narrativas, que atenuam o seu caráter improvável.

Nassim Taleb, o autor,  defende que a realidade, que o mundo atual, é altamente imprevisível. O mundo atual é de cisnes negros. Vivemos no que ele chama de Extremistão.  O problema é que criamos e usamos ferramentas, e uma delas é a narrativa, para simplificá-lo, para nos isolarmos do improvável, para fingir que vivemos no Mediocristão.

Segundo o autor, Nassim Taleb, nós, seres humanos, temos uma tendência absurda a criar narrativas. Mas não só criar por criar. Criar narrativas pra explicar é um dos nossos vícios. As vezes ele é bom, as vezes não. Quando fazemos isso, estamos de alguma forma simplificando, ou melhor, reduzindo a realidade. Isso a faz parecer muito mais óbvia e previsível do que ela realmente é.

Interessante, né? Esse é só um dos pontos do livro.

A leitura é deliciosa.

Recomendo muito esses cisnes negros maravilhosos!

Carta-resposta ao texto Inguinorança de Clóvis Rossi; tempo livre; professores incríveis e cervos.

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Foto: Thinkstock

Link do texto do Clóvis Rossi, publicado em 15 de maio de 2011, meu aniversário.

Não, essa carta resposta não está seis anos atrasada. Essa é uma carta que eu escrevi como lição de casa há algum tempo e, relendo-a, percebi que ela está boa o suficiente pra ser publicada aqui no blog e o quanto ela é importante pra mim. Se me perguntassem há, sei lá, sei meses, o que eu achava do preconceito linguístico, eu responderia: “problematização chique.”

Agora eu sei que isso é de fato um problema. Aliás, é um problema tão século XXI, né? Quero dizer: é um problema bem sofisticado. Se esse problema tivesse um cheiro, qual seria?

O fato de esse ser um problema mais sofisticado (adoro essa palavra. Sofisticado é sofisticada) não o faz menos importante. Isso significa que a humanidade atingiu um nível em que  há tempo para se pensar nessas questões. Isso não é incrível?

“Um cervo tem de achar a própria comida. Um ser humano consegue alguém mais pra fazer isso por ele, enquanto ele ou ela está fazendo alguma coisa pra eles – e ambos ganham tempo dessa maneira.  

A autossuficiência não é, portanto, o caminho para a prosperidade”

(Matt Ridley. “O Otimista Racional”, Record, 2014)

Well, que bom que eu não sou um cervo.

Comecei a pensar (já que tenho tempo pra isso) nesse problema, preconceito linguístico, graças a uma professora (doutrinação!1!!1!3!), acho que a melhor professora de português que já tive.  Com ela tive o prazer de estudar um pouquinho de sociolinguística antes mesmo de entrar na universidade.

É por tudo isso que essa carta tem um significado especial pra mim. Ela existe graças a uma professora incrível; ela existe graças a divisão do trabalho, que permitiu que os humanos se especializassem e tivessem tempo pra pensar nessas coisas; e ela existe, principalmente, porque eu não sou um cervo.

Vamos a carta:

Caro Clóvis Rossi,

Vejo que o senhor é um dos reagentes da reação catalisada pelo texto da jornalista Thais Arbex que, equivocadamente, apontava que um “livro usado pelo MEC ensina o aluno a falar errado”.

A linguagem química raramente me é útil, porém ela serve perfeitamente para descrever o seu texto, que não foi uma crítica, uma crônica ou uma opinião embasada, foi apenas uma reação escrita.

                Como eu disse no início, Thais Arbex apontou que o livro “Por Uma Vida Melhor” ensinava o aluno a falar errado. Isso é mentira. A intenção do livro é, na verdade, apenas demonstrar que as variantes da nossa língua são tão eficazes na comunicação quanto à norma padrão, que em momento nenhum é posta de lado. Portanto, cheque suas premissas.

Logo no início de sua reação você diz que falar os livro “não pode (…), está errado, é ignorância, é pura ignorância (…)” . O senhor já se perguntou, pelo menos uma vez, por que as pessoas optam por dizer os livro?  Essa escolha não é irracional, ilógica. A realidade é que os livro faz sentido e isso, para os objetivos de comunicação estabelecidos pela maior parte das pessoas, basta. Por isso, o seu uso é legitimo e correto em determinados contextos de enunciação.

Ao afirmar que os livro está errado o senhor estabelece uma comparação implícita, afinal, se algo está errado, outro algo tem que estar certo. Esse certo, no seu caso, é a norma padrão, que o senhor toma, equivocadamente, como língua. A norma padrão da língua portuguesa não é a língua portuguesa, mas apenas uma de suas variantes e, dentre essas, a mais estável, a que menos muda, mas que ainda assim não é imutável. Porque, senhor Clóvis, a língua (embarcando todas as suas variantes) muda. Se não acredita em mim, leia um documento escrito em 1854 e perceba: até a norma padrão mudou.

Comecei minha carta falando de química e assim irei termina-la, com uma conclusão minha: a natureza tende ao caos. Elementos químicos mais complexos, como os que nos compõem, por exemplo, tendem a se fragmentar em mais simples. A morte é um exemplo inegável disso. E, assim como na natureza, acredito que a língua também tende a simplicidade. Os livro ao invés de os livro é um exemplo inegável disso. Mas perceba: por mais que os livro seja uma versão simplificada de os livros, a mensagem que queria ser passada continuou a mesma.

Espero que essa carta tenha-o tranquilizado, senhor Clóvis, e mudado sua visão sobre as mudanças da língua e suas variantes. Temos a oportunidade de presenciar essas mudanças acontecerem na nossa frente, hoje em dia, então vamos aproveitar e ver a língua acontecer!

O dia em que me tornei guardião das quatro operações básicas

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Nota: esse é um texto que eu escrevi sobre o dia 10 de julho, que foi quando eu comprei um relógio com calculadora.

            Estava nos meus agendamentos, nesse dia, uma visita ao Mercado da Aldeia. Embarcamos, éramos em doze, em uma carruagem coletiva e nos dirigimos ao destino.

            Vesti-me em minha túnica, pois o vento maltrava-me. Decidi que tentaria esquecer-me do frio. Pedi ao meu bardo virtual que tocasse algumas canções.

            Assim fomos, em meio ao vento cortante, até o Mercado da Aldeia. Quando chegamos, os mestres orientaram-nos:

            – Queremos que vocês formem agrupamentos e indaguem os comerciantes e frequentadores do Mercado. Apreendam informações sobre o funcionamento desse sistema complexo e contemplem a ordem do caos. Agora, vão!

            Demorei-me buscando um pergaminho em branco em minha sacola, mas finalmente o achei. Quando me dei por conta, no entanto, todos já tinham ido. Tudo bem, gosto de ficar sozinho.

            Adentrei-me no mercado. O grito das aves, que anteviam sua morte, o grunhido dos porcos, que desconheciam o seu estado de mercadoria, o som dos cascos dos cavalos. Tudo isso misturava-se ao grito dos comerciantes, que competiam por uma clientela escassa. O som de suas poderosas vozes viajava em meio ao cheiro das especiarias, que atraia os famintos e os animais assim como a luz do candelabro atrai os insetos.

            Estava pronto para gastar minhas parcas moedas de prata em uma iguaria local, conhecida como Pastel. E foi quando eu vi. Acho que só eu via. Sob uma pedra, protegida por um homem apoiado sobre um cajado, estava um aparelho de se ver a hora, um relógio, daquele que se prende no pulso.

            Movido pela curiosidade, cancelei o pedido que já havia feito (em troca de algumas ofensas do injustiçado comerciante) e dirigi-me ao relógio. Quando  aproximei-me, notei que tratava-se de um item raro, talvez o único restante na terra: um relógio com calculadora. Percebi, imediatamente, com o que estava lidando. E que teria que fazer uma escolha. Declamei ao homem apoiado sobre o cajado:

            – Ó, Sábio do Relógio, o que fazes aqui, em tão humilde povoado?

            Ao que ele proferiu:

            – O Sábio segue a profecia. Aquela que prenunciou que encontraria o guardião no pantanal alagado.

            E continuou, sabido.

            – Percebes, garoto, que apenas tu tens-me visto? És tu, portanto, o escolhido.

            E prosseguiu, com palavras enfáticas:

            – Aceitas o fardo? Aceitas portar em seu pulso as quatro operações básicas?

            E eu repliquei, com efeito:

            – Aceito!

            E o Sábio respondeu, sem alardo:

            – Ciente estás dos poderes dos números, mas és forte o suficiente para suportar o fardo? Estás disposto a estender por mais algum tempo sua virgindade, pois o relógio afasta a fêmea em sua peculiaridade?

            Sabendo que o sacrifício é parte importante da vida de um homem com maturidade, respondi, sem jeito:

            – Aceito!

            Já com o fardo, perguntei ao Sábio, antes que se afastasse:

            – Quem és tu, afinal, Sábio emblemático?

            E ele respondeu:

            – Sou Pitágoras, o matemático.

A mão e o membro

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É difícil ser eu. Principalmente em tempos de crise. As pessoas só se lembram de mim em épocas de fartura. Elas ficam estupefatas com o caos organizado. Organizado por mim, é claro. Mas aí vem a crise, elas ficam todas esquentadinhas, e começam a atrapalhar meu trabalho, que só aumenta.

Ah, que saudade da época que minhas funções estavam restringidas apenas aos Estados Unidos e a Inglaterra. Era tão menos cansativo. Maldita integração global! As pessoas não acreditam quando eu falo que apoiei o bloco soviético na Guerra Fria. Gente, quem não quer trabalhar menos recebendo o mesmo salário? A Mão Invisível do Mercado também tem família, sabia?

Voltando ao assunto da saudade: Eu era só um adolescente naquela época, assombrado pela perspectiva de pelos invisíveis aparecerem em mim. Meus tios eram muito sacanas. E foi nessa época que eu me apaixonei pela primeira vez.

Eu estava incumbido de falir uma pequena cafeteria ineficiente em Hampshire, na Inglaterra. É um trabalho cruel, eu sei, mas o tempo cria uma casca na gente que bloqueia os sentimentos externos. Nessa época, eu ainda estava um pouco vulnerável.

 Era madrugada. Entrei no estabelecimento.

Nessa época, eu era pouco sofisticado, então o que eu ia fazer era pegar o meu taco de baseball invisível e quebrar tudo. Isso faliria o lugar, com certeza. Aprendi, com o tempo, que essas atitudes colocavam em cheque a minha invisibilidade, então desenvolvi métodos mais rebuscados de falência. Retornando: entrei no estabelecimento e notei que haviam pessoas no lugar, no lounge, sentadas em um semicírculo, como numa reunião da AA.  Após observar um pouco, percebi que se tratava de um Clube do Livro. Resolvi participar. Eu não tenho boca, mas eu falo. E eu não disse nada, apenas me aconcheguei sobre um dos assentos desocupados.

Eu também não tenho olhos, mas eu vejo. E foi lá que eu a vi. O meu primeiro amor. Não vou gastar linhas a descrevendo, porque ela era uma moça com a aparência estupidamente normal.

            Eu sempre fui uma mão de atitude, sabe? Levantei-me imediatamente e fui ter com a moça. Resolvi fazer uma abordagem diferente. Coloquei-me no ombro dela e puxei-me. Ah, como eu era tolo. Ela começou a gritar, claro, e bater no ombro como se estivesse expulsando um inseto. Tentei acalmá-la acariciando seu cabelo, o que só piorou a situação. Percebi que estava perdendo o meu amor, então parti para uma abordagem mais agressiva: atirei-me em suas ancas. Gente, eu nunca faria uma coisa dessas hoje em dia. Eu evolui com o mundo, ok? Quanto à moça, neste ponto ela estava estirada no chão arrancando os próprios cabelos, ao passo que as outras pessoas já tinham fugido. Nunca soube o nome dela, tenho-a como “membro do clube do livro”. Ela morreu, dois anos depois disso, na casa de loucos da cidade.

E pensar que me apaixonei por uma louca…

Essa é uma daquelas histórias quem ficam engraçadas depois de um tempo.

 

Sobre visita a tribo indígena

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“O que impede a ação favorece a ação. O que fica no caminho torna-se o caminho.”[1] Adoro essa frase, de verdade, apesar de não compreendê-la completamente, afinal, o obstáculo é o caminho?! Isso não tem lógica!

Mas nossa vida cotidiana, a principio, também não é lógica. Eu acho. Muitas vezes tomamos caminhos inexplicáveis. Escolhemos aquela trilha escura, ladeada por um emaranhado de árvores a arbustos espinhentos. Por algum motivo.

Escrevi isso porque acho, e espero que isso não seja um preconceito meu, que ser indígena é um obstáculo, dos grandes.  Mas mesmo assim é o caminho que eles escolheram: o de tentar preservar sua cultura.

Mas a cultura mundial está cada vez mais integrada, a ponto de, segundo  Yuvah Noah Harari[2], não existirem culturas autênticas. Nas palavras dele: “(…) como autênticas nos referimos a algo que se desenvolveu de maneira independente e que consiste de tradições locais ancestrais, livres de influências externas, então não restam culturas autênticas na face da terra. Nos últimos séculos, todas as culturas foram modificas, a ponto de ficarem irreconhecíveis, por uma enxurrada de influências globais.”

Eu concordo com ele. Por isso saí da tribo com mais dúvidas do entrei.

Por que eles tentam resistir às influências externas e manter suas tradições, ou pelo menos o pouco que resta delas? O que os prende ao resquício da sua cultura ancestral?

Eles, os indígenas, deixaram algo claro pra mim: se identificar como indígena é uma questão de escolha. E ao fazerem isso, eles escolheram o caminho mais difícil.

[1] Frase do imperador romano Marco Aurélio, retirada do livro “Meditações”, que, atualmente, é um dos meus livros favoritos.

[2] Ele diz isso em seu livro “Sapiens: uma breve história da humanidade”. É um livro bem famoso, está sempre nas vitrines das livrarias. Gosto muito dele também.

Extra: Propaganda interessantíssima do Instituto Socioambiental

 

Pesquisei “minhocão do pantanal” no Google e olha no que deu

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Mentira, não foi isso que eu pesquisei. O que eu pesquisei foi “Princípios de Ray Dalio”. Ray Dalio é um moço que fundou um fundo de investimentos chamado Bridge Water e escreveu algumas “leis” (umas 200), que ele chama de princípios, e que são aplicadas na sua empresa que, devido a isso, possui uma cultura extremamente forte.

Isso é tudo que sei sobre ele e seus princípios, mas não era aí que eu queria chegar. O que chamou minha atenção foi o primeiro resultado da busca, que era um texto de um site chamado Humana Saúde. Eis a primeira linha do texto: Ray Dalio é enganador, insensível, emocionalmente ignorante, simplista, presunçoso ao extremo, estranho e totalmente equivocado.

Ok, o cara que escreveu esse texto estava com muita raiva, tudo bem, isso passa. Mas quero destacar aqui o adjetivo “estranho”. Rotular uma pessoa como estranha é, para mim, no mínimo estranho.  E de estranheza, eu entendo. Não que eu me orgulhe disso (o que seria muito estranho), porém…

Desculpe, leitor, mas tive que interromper meu raciocínio pois preciso destacar uma coisa: a sonoridade da palavra estranho é uma coisa de outro mundo. Essa é uma daquelas palavras que derretem na boca, sabe? E suas flexões então?

Estranhíssimo (huum) é delicioso…

Estranhinho (ai) é delicado como um pudim.

Estranhão (ui) é aquela feijoada que é um soco no estômago.

Estranheza (me dá uma água, por favor!) é aquela comida que desce rasgando.

Enfim, pra quem gosta de apreciar o sabor das palavras, estranho é um prato cheio.

Mas tem uma palavra que é o completo oposto de estranho. Uma palavra asquerosa que deixa um gostinho ruim na boca: PRO – CRAS – TI – NAR. A letra ‘R’ é bom tempero, eu sei, mas tempero em excesso estraga a comida, né? O pior é que essa é uma daquelas palavras goumertizadas, que antigamente significava: sou um preguiçoso deplorável e vou fazer aman…

Desculpe, leitor, mas terei que quebrar minha linha de raciocínio novamente, pois tenho que fazer outra observação:

Essa crônica está ficando… huum… você sabe. Isso está acontecendo porque eu adiei até o último momento sua escrita, ou seja, eu… eca!… você sabe. Mas eu não me arrependo disso. Sustento minha escolha nas sábias (e deliciosas) palavras de Mark Twain: “Nunca deixe para amanhã aquilo que você pode fazer depois de amanhã”.